O Estatuto
No dia 11 de maio de 1902 os dirigentes do futuro Hospital
compareceram no primeiro andar do edifício da cadeia para discutirem
o projeto de estatuto, projeto este que ficara a cargo das senhoras
que queriam criar o nosocômio devidamente auxiliadas pelos médicos
doutores Júlio Bandeira Vilella, Jorge Cesimbra Fairbanks e pelo
"coronel" Augusto César Pereira Barreto.
Lavraram a seguinte ata:
|
Ata do Estatuto do Hospital |
|
Clique na imagem para ve-la
maior |
A única observação que podemos
fazer sobre o antigo estatuto da Santa Casa é o artigo 20 que,
analisado sob o ponto de vista hodierno é estranho e ao mesmo
tempo engraçado. Ele diz que o hospital não poderia receber
doentes que tivessem moléstias contagiosa ou incurável...
Coitado de quem estava doente porque naquela época
quase tudo era incurável e qualquer doença desconhecida
achava-se que era "contagiosa".
Apenas para se ter uma pálida idéia de
como nossos antepassados viviam permanentemente em uma neurastenia,
a "hanseníase" ( conhecida popularmente por "lepra"
) deixava trauma na sociedade de tal forma a muitos fazendeiros, por
exemplo, terem ensinado a seus filhos nunca abrir uma porteira da fazenda
pegando nas tábuas próximas ao ferrolho ( o que todo mundo
faz por ser fácil e lógico ) eis que um "leproso"
quando andava a cavalo pedindo esmolas na zona rural certamente iria
colocar a mão exatamente ali e eventualmente "transmitir
a lepra".
Obviamente este estatuto não deve ter sido aplicado
ao pé da letra eis que a Santa Casa foi criada justamente visando
a ajuda aos mais necessitados. Vejamos o estatuto:
Estatuto do Hospital |
|
|
|
|
Capa |
Página 1 |
|
|
|
|
|
Página 2 |
Página 3 |
Página 4 |
|
|
|
|
|
Página 5 |
Página 6 |
Página 7 |
|